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Taxa de desemprego no Chile chega a 9,6%: o que mostram os dados do INE antes do novo número

A taxa de desemprego no Chile chegou a 9,6% em junho-agosto, 1 ponto acima de um ano antes. Analisamos os dados do INE antes do número de julho-setembro.

Por Redação InfoByData

· 2 min de leitura

Gráfico com os indicadores do mercado de trabalho do Chile no trimestre junho-agosto de 2026 segundo o INE
Ilustração: InfoByData

A taxa de desemprego no Chile foi de 9,6% no trimestre junho-agosto de 2026, segundo a Pesquisa Nacional de Emprego (ENE) do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). É 1,0 ponto percentual a mais do que um ano antes. Nesta semana será divulgado o número do trimestre julho-setembro, e os analistas consultados pela Cooperativa esperam que fique perto desse nível.

O mercado de trabalho, em três números

9,6%

Taxa de desemprego

+1,0 ponto em doze meses

+13,0%

Pessoas desocupadas

ante junho-agosto de 2025

−0,9%

Pessoas ocupadas

em doze meses

Fonte: INE, Pesquisa Nacional de Emprego, junho-agosto 2026

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Taxa de desemprego9,6% | +1,0 ponto em doze meses
Pessoas desocupadas+13,0% | ante junho-agosto de 2025
Pessoas ocupadas−0,9% | em doze meses

Por que a taxa de desemprego no Chile subiu

A alta não se explica porque mais pessoas saíram para procurar trabalho, e sim porque há menos pessoas trabalhando. A força de trabalho cresceu 0,3%, enquanto os ocupados caíram 0,9%. As pessoas desocupadas aumentaram 13,0%, com destaque para quem procura o primeiro emprego, que subiu 23,2%.

Uma versão que limpa os efeitos sazonais, a taxa dessazonalizada, chegou a 9,4%, 0,1 ponto acima do trimestre móvel anterior. Ou seja, a piora não é apenas sazonal.

Taxa de desemprego por sexo (%), junho-agosto
  • 2025
  • 2026

Fonte: INE, ENE junho-agosto 2026

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20252026
Mulheres9,3%10,3%
Homens8%9,1%
Total8,6%9,6%

A taxa de 2025 é obtida subtraindo a variação em doze meses informada pelo INE (1,0 ponto para mulheres, 1,1 para homens e 1,0 no total).

Onde os empregos foram perdidos

A queda dos ocupados se concentrou nos homens (−1,7%), enquanto as mulheres ocupadas aumentaram 0,2%. Por setor, o INE identifica três que pesaram mais:

Setor Variação dos ocupados em 12 meses
Informação e comunicações −16,8%
Indústria de transformação −7,6%
Comércio −1,1%

Também caíram os assalariados formais (−2,9%). Já a taxa de ocupação informal subiu para 26,3%, 0,3 ponto acima de um ano antes.

Além da taxa de desemprego no Chile

Olhar só a taxa de desemprego no Chile deixa de fora quem trabalha menos horas do que gostaria. Por isso o INE publica um indicador combinado de desocupação e tempo parcial involuntário, que chegou a 16,2%. Além disso:

Indicadores do mercado de trabalho, junho-agosto 2026 (%)

Fonte: INE, ENE junho-agosto 2026

Ver os dados em uma tabela
Taxa de participação61,5%
Taxa de ocupação55,6%
Ocupação informal26,3%
Desocupação e parcial involuntário16,2%
Taxa de desemprego9,6%

As taxas de participação (61,5%) e de ocupação (55,6%) caíram 0,3 e 0,9 ponto em doze meses. A população fora da força de trabalho cresceu 1,8%.

Se você quer aprender a ler esse tipo de número para decidir, veja o que é a tomada de decisões baseada em dados e por que é importante.

O que significa para você

  1. Se você procura trabalho: a concorrência é maior do que há um ano, sobretudo para quem busca o primeiro emprego, grupo que aumentou 23,2%.
  2. Se você trabalha em tecnologia ou na indústria: são os setores onde o emprego mais caiu em doze meses (−16,8% e −7,6%), então vale atualizar habilidades e manter sua rede de contatos ativa.
  3. Se você tem uma empresa: com mais pessoas disponíveis, contratar pode ser mais fácil, mas a queda do emprego formal também significa consumidores mais cautelosos.

Fontes

  • taxa de desemprego no Chile
  • INE
  • Pesquisa Nacional de Emprego
  • mercado de trabalho
  • informalidade